História do Cotoco

 

 

 

Cap I

Cotoco era um menino muito, muito, mas muito triste, pois não tinha os dois braços e as duas pernas. Os amigos sempre tentavam leva-lo para passear e se divertir.

Um dia o pessoal resolveu ir à praia...

- Já sei! Vamos levar o Cotoco - disse alguém...

- É isso! Vamos, Cotoco, a gente vai pra praia e vamos te levar conosco.

- Não, de jeito nenhum! Vocês não vão se divertir se me levarem...

- Que é isso, Cotoco! A gente reveza e cuida de você.

De tanto insistirem o Cotoco resolveu ir, e chegando lá os amigos o colocaram bem na beirada da água no rasinho e lá ele ficou se divertindo,  mas o pessoal se distraiu e ele foi ficando por lá.

De repente a maré começou a subir e enquanto as ondas iam e vinham ele  ia afundando.

Cotoco, então, começou a se desesperar...

- Socorro!!!!!!!!! Socorro!!!!!!!!! - Gritava Cotoco.

Foi aí que um cara que já tinha tomado todas, o avistou de longe e correu para o resgate. Heróico, o bêbado pegou Cotoco nos braços e começou a nadar vigorosamente.

Cotoco pensou:

- Ufa! Agora estou salvo...

Porém  o bêbado estava indo pro lado errado e quando finalmente o "pé de cana" estava com água na altura do peito lançou Cotoco violentamente para o fundo da água e gritou:

- Vai tartaruguinha... vai...

Cap II

Depois do quase fatídico e trágico acontecimento na praia, no qual um banhista bêbado pensou que ele fosse uma pobre tartaruguinha e o lançou bem longe em alto mar... foi então que aconteceu um milagre:

Cotoco começou a nadar com as orelhas! Cotoco virou uma celebridade. Virou nadador profissional. Apareceu no Gugu, deu entrevista no Ratinho, ganhou destaque no Globo Esporte e foi chamado para ir aos Jogos Para-Olímpicos.

Chegou o grande dia!! Uma equipe contratada começa a prepará-lo e outra, especialmente treinada joga Cotoco na piscina, mas para espanto geral, o pobre Cotoco fica parado no fundo da piscina, obviamente sem se debater, e é retirado às pressas para a superfície.

Ainda assustado com o grupo de curiosos que se forma a sua volta, Cotoco vai recuperando o fôlego. Todos esperam uma explicação para tamanho fracasso até que cotoco consegue finalmente dizer:

- Quem foi... o filho da p* que me... colocou... essa p* dessa touca???

 

Cotoco III

Depois da trágica aventura no mar e da sua curta carreira como nadador. O coitado do pobre do Cotoco resolveu fazer um programa que "aparentemente" não o colocaria em perigo. Eis que ele reuniu seus fiéis amigos e foram em um circo... Decorria o número do domador de leões, quando o leão escapou da jaula e foi para cima do público.

As pessoas começaram a correr de um lado para o outro e os amigos do pobre Cotoco, é claro, deram no pé... Cotoco se debatia nas arquibancadas e se esforçava para sair dali.

Alguns, ao verem o pobre deficiente, gritavam para que alguém o acudisse:

- Olha o aleijado!!! Olha o aleijado!!!

E Cotoco se debatendo cada vez mais rapidamente pelas arquibancadas.

- Olha o aleijado!!! Olha o aleijado!!!

E Cotoco, sem agüentar gritou: -

 VÃO TODOS SE F*,  SEUS FILHOS DA P*!!! DEIXEM O LEÃO ESCOLHER SOZINHO!!!

Cotoco IV

Certa vez, uma viúva rica e solitária decidiu que precisava de um outro homem em sua vida, então colocou um anúncio no qual podia-se ler:

"Viúva rica procura por homem para compartilhar vida e fortuna."

Requisitos necessários:

1 - Não me bater...

2 - Não fugir de mim...

3 - Ser excelente na cama...

Por muitos e muitos meses seu telefone tocou incessantemente, sua campainha não parava um segundo, ela recebeu toneladas de cartas, mas nenhum dos pretendentes se enquadrava nas qualificações.

Porém, um dia, a campainha tocou novamente. Ela abriu a porta e quem

estava lá? O COTOCO, sem braços nem pernas, deitado no tapete da porta. Perplexa, ela perguntou:

- Quem é você? E o que você quer?

- Olá! - ele disse - Sua busca terminou, pois sou o homem dos seus sonhos. Eu não tenho braços, logo não posso te bater. Não tenho pernas, portanto não posso fugir de você.

- Bom - ela retrucou - o que o faz pensar que é tão bom na cama?

COTOCO respondeu:

Eu toquei a campainha, não toquei?!?!

E Cotoco viveu feliz para sempre!